Os dias em minha vida decorrem com um turbilhão de pensamentos e questionamentos em minha cabeça. Minha percepção as vezes se torna aguçada demais, e faz minha mente penetrar em coisas que passariam despercebidas - ou como gosto de pensar, não seriam valorizadas - pela maioria das pessoas.
É por isso que eu escrevo.
Não escrevo neste blog para obter leitores. Escrevo para mim, por uma necessidade grande que sinto de registrar meus pensamentos. Se você por acaso encontrou esse blog, ou clicou no link de publicação no meu twitter e está lendo - o que eu realmente não esperava que alguém fizesse - preciso avisá-lo que aqui é minha bagunça pessoal, então não se ofenda. Se você não me conhece, não perderei tempo com apresentações. Não vejo real necessidade disso, para ser sincero. Aos que tem o prazer - ou desprazer - de me conhecer, apenas digo que é bem provável que aqui vocês encontrem o meu eu que nunca viram, ou nunca procuraram enxergar.
Eu acredito que a prática da escrita faz o ser humano refletir sobre aquilo que passa em sua cabeça na hora de formular em palavras. Acredito que registrar os pensamentos é registrar os estados de espírito e de vida que vivem em eterna metamorfose, até chegar ao fim dos dias. Acredito que reler algo que você escreveu há 5 anos atrás, alerta a ti mesmo o quanto você muda com o decorrer do tempo, com as experiências que vive, as situações que passa.
É um tesouro pessoal que nem todo mundo sabe dar valor.
E o que seria da vida sem essas pequenas belezas, não é mesmo? Pequenos barquinhos de papel amarelos flutuando por um rio de correnteza lenta, traçando caminhos. É preciso abrir seus olhos para enxergar além do superficial da vida que vivemos no dia-a-dia.
Dar valor as pequenas belezas que nos cercam é dar valor ao próprio espírito.
Até breve.
(imagem: registro de uma criança tendo contato com a chuva pela primeira vez)
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